Erich a publié une critique de Herland par Charlotte Perkins Gilman
None
5 étoiles
Um livro simultaneamente nojento (pelas opiniões de um dos personagens), bonito (pelas descrições da Terra das mulheres) e cômico (pelos "conflitos" entre as mulheres e os homens)
A sensação que me deu é que esse livro foi escrito para os homens lerem e tomarem algumas "suaves sacudidas" e despertar para a realidade. Ou, de modo mais geral, para qualquer pessoa dentro da nossa sociedade patriarcal ser sacudida da zona de confortoo e encarar a realidade.
Ao estilo de uma Utopia somos carregados a uma realidade social alternativa à nossa e que evidentemente funciona muito melhor do que a nossa. E aqui, diferente da ideia puramente organizacional e política em Utopia, somos confrontados com a ideia de que parte dos problemas da sociedade surgem exatamente do caráter paternalista.
Este livro é antigo (1915), mas soa como uma crítica tão atual como sempre. Claro, a nossa sociedade atual é melhor do que …
Um livro simultaneamente nojento (pelas opiniões de um dos personagens), bonito (pelas descrições da Terra das mulheres) e cômico (pelos "conflitos" entre as mulheres e os homens)
A sensação que me deu é que esse livro foi escrito para os homens lerem e tomarem algumas "suaves sacudidas" e despertar para a realidade. Ou, de modo mais geral, para qualquer pessoa dentro da nossa sociedade patriarcal ser sacudida da zona de confortoo e encarar a realidade.
Ao estilo de uma Utopia somos carregados a uma realidade social alternativa à nossa e que evidentemente funciona muito melhor do que a nossa. E aqui, diferente da ideia puramente organizacional e política em Utopia, somos confrontados com a ideia de que parte dos problemas da sociedade surgem exatamente do caráter paternalista.
Este livro é antigo (1915), mas soa como uma crítica tão atual como sempre. Claro, a nossa sociedade atual é melhor do que a sociedade patriarcal daquela época. Hoje em dia as mulheres pelo menos têm algum direito (conquistado com suor e sangue). Uma coisa que me chamou uma atenção extra aqui é a discussão sobre o "papel feminino". Sobre o que significa afinal ser "homem" e ser "mulher". Vemos claramente as falas de um "homem do seu tempo" que era estupidamente machista, e sob a ótica dele (extremamente caricata) percebemos como é idiota o conceito de algo intrinsicamente feminino/masculino.
Um detalhe extra, eu me consido politicamente um "Utopiano". E uma das coisas que ficava pensando ao ler esse livro era: seria tão bom aplicar o sistema educacional como esse proposto.
Não sei o impacto que esse livro geraria às mulheres (esperar alguma amiga ler), mas super recomendo a todos os homens.
